A maioria dos grandes estúdios tem suas próprias empresas de distribuição. A Disney (em inglês), por exemplo, é dona da Buena Vista, uma grande distribuidora. As vantagens evidentes disto é que fica muito mais fácil estabelecer um acordo de distribuição e a matriz não precisa dividir os lucros com outra empresa. O grande problema acontece quando um filme caro é um fracasso: não há ninguém para dividir os custos. Este é o principal motivo pelo qual muitos estúdios tiveram parceiros nas grandes produções dos últimos anos. "Star Wars: Episodio I" (em inglês), por exemplo, foi produzido inteiramente pela Lucasfilm (em inglês), mas foi distribuído pela Fox (em inglês).
A próxima grande etapa acontece logo que a empresa de distribuição adquire os direitos sobre o filme. A maioria dos distribuidores não só fornece o filme para os cinemas como obtém os direitos acessórios para distribuir o filme em VHS, DVD, para TV a cabo e para as redes de TV. Também há os direitos sobre CDs de trilha sonora, cartazes, jogos, brinquedos e outros produtos.
Quando um distribuidor contrata um filme, tenta determinar a melhor estratégia para sua estréia. A estréia é a primeira exibição oficial de um filme. Há muitos fatores a considerar:
Todos estes fatores ajudam o distribuidor a determinar o número de cópias que devem ser feitas. Cada cópia custa em média entre US$ 1.500 e US$ 2 mil, portanto o distribuidor deve considerar o número de cinemas em que o filme pode estrear com sucesso. Muitas das 37 mil telas de cinema dos Estados Unidos estão concentradas nas áreas urbanas. Um filme popular pode encher muitos cinemas na mesma cidade, enquanto outro terá uma audiência menor. Já que estrear um filme em 3 mil salas de cinema pode custar US$ 6 milhões só pelas cópias, o distribuidor deve ter certeza de que o filme é capaz de atrair público suficiente para fazer os custos valerem a pena.
A maioria dos cinemas utiliza compradores para representá-los nas negociações com as empresas de distribuição. Grandes cadeias, como a AMC Theatres (em inglês) ou a United Artists (em inglês), empregam compradores, enquanto cadeias menores e cinemas independentes utilizam um comprador. O processo de negociação é bastante político. Em geral, os compradores aceitarão um filme que não interessa muito aos cinemas para assegurar um filme que eles querem muito. Os distribuidores tentam equilibrar os filmes que eles contratam entre os cinemas de uma mesma região, para garantir que os cinemas continuem trabalhando com eles. Às vezes, um cinema consegue um contrato exclusivo ou especial para fazer a estréia do filme. Quando um comprador se interessa por um filme, os termos do contrato são discutidos.