Italianos e vinhos na Serra Gaúcha

Os imigrantes italianos começaram a se fixar no Brasil pouco depois dos imigrantes alemães. Muitos deles foram parar nas fazendas de café de São Paulo, mas muitos também escolheram a Serra Gaúcha como novo lar.

Galeto com polenta, receita italiana que conquistou o sul do páis
Reprodução/Restaurante Canta Maria
Galeto com polenta, receita italiana que conquistou o sul do país
Ao se estabelecerem, os italianos trouxeram pratos como o tortei (ravióli) de abóbora, o nhoque, o capeletti “in brodo” (cozido em caldo) e o galeto assado servido com polenta. A criação de porcos também foi essencial para o desenvolvimento dos italianos na região. O animalzinho contribuiu com a banha para as frituras, o salame e a panceta.

Os imigrantes da Itália, porém, não se limitaram a trazer ao macarrão ao Brasil. Mais recentemente, seus descendentes vêm se esforçando para mudar a cultura vinícola do Brasil.

Até meados do século 20, o vinho produzido na Serra Gaúcha era o vinho de mesa, doce, suco de uva alcoólico. A partir dos anos 70, no entanto, empresas internacionais como Chandon, Martini e Rossi e Seagram se esforçaram para mudar esse cenário, com a introdução de uvas como cabernet sauvignon, cabernet franc e outras, voltadas para a produção de bebidas de maior qualidade.

Colheita de uvas da Miolo, no Vale dos Vinhedos, no Sul do país
Miolo Wine Group
Colheita de uvas da Miolo, no Sul do país
O resultado desse investimento foi o lançamento, a partir da década de 90, de garrafas de tintos e brancos que aos poucos foram sendo descobertas por apreciadores de vinhos fora do Sul brasileiro.

As cidades de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul forma o Vale dos Vinhedos e são especialistas na produção de vinhos finos. A região de Campanha, na fronteira com o Uruguai também tem importância assegurada. Hoje, bons vinhos são produzidos no Sul, mas são os espumantes que vêm se destacando internacionalmente.