![]() Reprodução/ Fernanda Vida Mojica de pintado, ensopado de peixe com mandioca |
O Mato Grosso abriga a maior parte do Pantanal e tem como carro-chefe de sua culinária a mojica de pintado. De influência indígena, a mojica é um ensopado que além do peixe típico da região leva alho, tomate, cebola e mandioca cozida, além de temperos como cebolinha, coentro e salsinha.
Outra especialidade é a ventrecha, prato com um peixe (geralmente pacu) inteiro e aberto, temperado com pimenta, azeite e limão e que costuma ser assado na brasa ou em chapa de ferro. No Mato Grosso do Sul, as costeletas do pacu são bastante apreciadas e podem ser servidas fritas ou à milanesa. Os caldinhos de piranha podem ser encontrados nos dois Mato Grossos e são considerados revitalizantes.
![]() Guia de Mato Grosso Ventrecha de pacu |
Dentre os pratos de carne tem-se o guisado pantaneiro, um cozido de carne seca desfiada e mandioca batida até chegar a uma consistência bem cremosa, e o caribéu, prato de abóbora com mandioca cortados em cubos refogados e temperados com cebolinha e salsinha. Farofas de banana e carne são acompanhamentos que se espalharam de Cuiabá.
![]() Reprodução / Receitas Típicas Caribéu, prato típico do Mato Grosso do Sul, feito à base de carne seca com mandioca |
Outra influência dos gaúchos é o tereré, encontrado em todo o Pantanal. Primo do chimarrão, o tereré é servido gelado, para aplacar o calor que atinge a região na maior parte do ano. É preparado em chifres de boi, também chamados de guampas, e costumam ser bebidos em rodas, assim como o chimarrão.
![]() Creative Commons Chipa, biscoito de queijo e polvilho de origem paraguaia parecido com o pão de queijo |
A proximidade do Mato Grosso do Sul com o Paraguai possibilitou algumas trocas, como a chipa – que parece um pão de queijo em forma de ferradura para os mais desavisados. Apesar da semelhança em sabor, a chipa pode ser comida fria com café e é mais seca que o pão de queijo do Sudeste.
A sopa paraguaia engana. Não é sopa, mas uma torta salgada de milho, feita com queijo meia-cura, cebola, óleo, azeite e farinha de milho em flocos. A origem do nome ainda é um mistério e existem várias teorias que tentam explicar porque uma torta é chamada de sopa. Nenhuma engrandece muito a questão e os sul-matogrossenses continuam se deliciando com a torta.
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Redimento: 6 porções
Ingredientes
Modo de preparo
Fonte: O de sempre nunca |
Para adoçar a boca, os pantaneiros recorrem à rapadura de leite e ao furrundu, doce que pode ser feito com o tronco de mamão ou com a própria fruta verde, mais coco, gengibre e melado de cana
Pantaneiro que é pantaneiro tem linguiça de Maracaju em casa. Especialidade dos moradores do Mato Grosso do Sul, a linguiça de Maracaju é feita de carne bovina picada. E não é qualquer carne bovina não. Para a linguiça ficar como se deve, a carne tem de ser de primeira, com pouco gordura. Além da carne, ela leva sal, alho, pimenta bodinha e suco de laranja azeda, que lhe confere o sabor peculiar. |
Nos últimos anos, o sobá vem despontando como mania em Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. Para quem não é do local, a primeira impressão é que o sobá é uma versão diferente do yakissoba trazido pelos imigrantes japoneses. Não é bem assim.
O sobá também foi trazido pelos japoneses – mais especificamente os imigrantes da ilha de Okinawa, que começaram a chegar por volta de 1914 na cidade. Ao contrário do “parente” famoso, o sobá leva um macarrão mais fino e longo e é servido em cumbucas, com caldo, bastante cebolinha e porco bem frito. Costumava ser consumido nas feiras livres campo-grandenses, mas sua popularidade é tal, que pode ser encontrado em diversos restaurantes.