![]() Central do Cerrado Pequi, fruta-símbolo de Goiás, é consumido em pratos salgados e doces |
São centenas de pratos típicos da região: empadão, pamonha goiana (salgada, com queijo ou linguiça), leitão à pururuca, churrasco e os pratos à base do pequi são os mais conhecidos. Os doces, influência portuguesa que sofreu adaptações com as frutas locais, têm nomes como Alfenim e Pastelim (versão com doce de leite do pastel de Belém).
Ingredientes
Modo de preparo
Fonte: Cybercook |
Nada, porém, se compara a uma fruta local - o pequi. Parecidos com pequenos ovos amarelos, as sementes do pequi são usadas em pratos salgados e doces e licores. são muito populares o tradicional arroz de pequi e a galinhada com pequi.
![]() Panoramio Empadão goiano |
O peixe na telha é herança portuguesa. Primeiro prepara-se o peixe em cima de uma telha; em seguida, coloca-se o peixe na grelha para que asse. Costuma ser servido com arroz e molho de cebola.
Já o arroz-de-puta-rica tem esse nome por ser o preferido de uma rica cafetina de Goiás. A fartura é marca registrada do prato: tem frango, bacon, lingüiça, costelinhas de porco e, claro, arroz. Há também uma versão chamada “arroz-de-puta-pobre” que, como sugere o nome, é menos abastada e leva menos ingredientes.
Os mineiros, povo essencial na formação do Estado de Goiás, se fazem notar na cozinha, principalmente em pratos como o arroz de suã e a pamonha, que costuma ser servida em versão salgada entre os goianos. Outros sinais da influência de Minas estão no apreço pela carne de porco e pelo tutu de feijão.
Antes de ficar conhecida em todo Brasil, a poetisa Cora Coralina, chamava-se Ana Lins dos Guimarães Peixoto Brêtas. Nasceu em 1889, às margens do rio Vermelho, na Vila Boa de Goiás – hoje, Goiás. Poetisa de coração, Cora exerceu a profissão de doceira por muito tempo: seu primeiro livro só veio a ser publicado quando ela tinha 76 anos. As doceiras goianas, aliás, são famosas pela habilidade em moldar os alfenins, doces de polvilho e açúcar de origem árabe e que foram trazidos ao Brasil pelos colonizadores portugueses. O tradicional doce, infelizmente, é considerado iguaria em extinção, pois poucas doceiras – mesmo as de Goiás – sabem como prepará-lo hoje em dia. Uma dessas doceiras é Sílvia Curado, que recebe em sua casa turistas que queiram ver como se faz os alfenis, e pessoas interessadas em aprender a fazer o doce. Se os alfenins são “escassos”, a população “se vira” com outras sobremesas, como os doces feitos com leite de coco, o bolinho de arroz e frutas típicas como caju, jenipapo, mangaba e jaca. |