O Coringa de hoje

"Zip-a-dee-do-da, zip-a-de-ão, mas que magnífica explosão!"

(O Coringa #3, "A Última Risada")

Quando os escritores Denny O'Neil e Neal Adams receberam a missão de atualizar as histórias de Batman em 1973, o Coringa surgiu novamente. Nessa sua mais nova reencarnação, o Coringa retomou seu comportamento assassino. Porém, no lugar do ladrão frio e calculista, o vilão se tornou um maníaco homicida que não hesitava em cometer assassinatos a todo momento.

Capa da revista
Imagem cedida por DC Comics
Capa da revista "As Maiores
Histórias sobre o Coringa já contadas"

A nova e mais letal versão do Coringa se comparava ao Batman em termos de inteligência e perspicácia, mas ele não hesitava em utilizar seus truques ocasionalmente, como o Gás do Riso, por exemplo. Ele demonstrava crescente comportamento sociopático, como ao matar seus capangas. Foi nessa época que o Coringa ganhou sua própria série. As histórias sempre envolviam um confronto seu com diversos heróis e acabavem com sua captura e reclusão. Durante a década de 80, seu comportamento maníaco foi levado mais além em diversos episódios. Entre seus crimes podemos citar o espancamento de Robin (Jason Todd), utilizando uma barra de ferro, antes de matá-lo em uma explosão; o sequestro e tortura do Comissário Gordon; e um tiro na coluna vertebral
(em inglês) de Bárbara (filha do Comissário Gordon/Bat Girl), o que a deixou paralítica (em inglês).

Na continuação da revista, a encarnação de homicida do personagem permaneceu firme, enquanto o Coringa se envolvia em uma de suas mais ambiciosas missões. Tal missão incluia roubar os poderes de alteração da realidade de Mr. Mxyzptlk, inimigo do Super-Homem a fim de refazer o mundo à sua imagem e envenenar um grande número de super-vilões com seu veneno de insanidade.

O Coringa também conseguiu encontrar uma aliada em Harley Quinn, sua psiquiatra que, desde então, é obcecada pelo vilão. Apesar de ser ambicioso, o Coringa não mede esforços para praticar seu sadismo. Isso fica evidente no assassinato da segunda esposa do Comissário Gordon e no atentado contra Zatanna, mágico e aliado de Batman.

Batman comics cover
Foto cedida por DC Comics
Mais recentemente, o Coringa se declarou imperador (Superman #161), libertou um exército de super-vilões envenenados pelo Joker-Venom ("O Coringa: A Última Risada" #2), foi quase espancado até à morte por Batman (Batman #614), além de fazer jogos psicológicos com o amigo do Super-Homem, Jimmy Olsen (Contagem Regressiva #50)

Mais recentemente, o Coringa foi baleado no rosto por um policial corrupto, disfarçado de Batman. Ele quase morreu, mas foi ressuscitado no Arkham Asylum. Foram necessárias diversas cirurgias plásticas reconstrutivas, o que o deixou com um sorriso permanente que tornava difícil sua fala.

Acreditando ter sido vítima do próprio Batman e tendo sofrido nova desfiguração no rosto, o Coringa retorna com personlidade ainda mais letal e psicótica. Usando sua habilidade de se comunicar em código Morse ao piscar, o Coringa ordena que Harley Quinn, disfarçada de fonoaudióloga, execute cada um de seus antigos capangas. Tendo poupado apenas Harley, o mais novo "Príncipe da Morte" ou "Arlequim do Inferno" agora acreditava que precisava se recuperar para poder competir com Batman.