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A empresa pode tentar driblar o sistema da ESRB ao lançar jogos sem submetê-los ao processo de classificação. Mas não poderiam falsificar a classificação do jogo, já que os símbolos de classificação da ESRB são marcas registradas. A embalagem não teria tais símbolos, a não ser que a empresa decida colocar sua própria classificação na embalagem. No entanto, a maioria das empresas se recusam a comercializar jogos que não tenham sido classificados pela ESRB.
Jogos que recebem a classificação de "Apenas para adultos" enfrentam um problema semelhante. Porém, esse tipo de jogo não é divulgado para o público em geral e raramente é distribuído para os estabelecimentos. Se algumas lojas se recusarem a comercializar jogos com classificação M (Maduro), mais fabricantes notarão e pode ser que isso surta algum efeito no conteúdo de futuros jogos. Quando o Congresso americano pressionou a indústria de cinema a parar de anunciar filmes com classificação R para adolescentes e crianças, os estúdios passaram a utilizar a classificação PG-13 para filmes que eles geralmente classificariam como R, temendo perder um segmento inteiro de audiência.
Na ausência de medidas drásticas, parece que a classificação dos jogos causa poucos efeitos nas vendas em geral. Em 2004, a ESRB classificou 1.036 jogos. A maioria foi classificada como E (Everyone/Todos) ou T (Teen/Adolescente):
As vendas de jogos em 2004 são muito similares. Na verdade, jogos classificados como M parecem vender mais do que outros se compararmos a porcentagem de jogos lançados.
Relatórios do ESA mostram que a média de idade dos compradores é de 39 anos, o que indica que os pais estão comprando os jogos para seus filhos. Os relatórios também mostram que: "jogadores menores de 18 anos afirmam que recebem autorização dos pais em 83% dos casos antes de comprar um jogo".
A seguir, falaremos sobre uma controvérsia recente envolvendo um jogo.