Digamos que o diretor queira criar uma cena assustadora, em que os atores estejam em um lugar grande e plano, enquanto o céu está cheio de nuvens negras e raios cortam o ar. Para criar este efeito, o cameraman pode, primeiro, filmar os atores no lugar plano. No entanto, quando a cena é filmada, um pedaço de papel preto ou fita é usado na lente para que a parte do céu fique oculta e não apareça no filme. A cena é filmada normalmente, mas na câmera o filme aparece somente na metade do quadro. Então, o cameraman volta o filme na câmera, coloca um pedaço de papel preto na lente sobre a parte do filme que já foi gravada e filma as nuvens negras da tempestade, e os raios. Talvez as nuvens sejam filmadas em câmera lenta, para que em velocidade normal pareçam estar se agitando furiosamente no céu.
Aqui estão as etapas:
![]() A cena original: atores em um lugar comum e um dia bonito nada muito assustador |
![]() O céu é mascarado com papel preto, que foi colocado sobre ele na lente da câmera. A parte do céu, no filme, não aparece na primeira cena. |
![]() Voltam o filme e o céu cheio de nuvens é filmado com uma máscara colocada sobre a parte do filme, gravada anteriormente |
![]() Quando montam o filme, as 2 cenas aparecem como sendo uma |
Existem duas variações desta técnica, que são muito comuns:
As duas partes são projetadas na terceira, em uma máquina de composição que maneja o filme precisamente, um quadro por vez. Ou, em uma oficina digital, as duas partes são digitalizadas, combinadas quadro a quadro na memória do computador e depois copiadas para a terceira parte do filme, com uma impressora de filmes.