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Tudo começou com o tropicalismo, movimento artístico do qual foi um dos expoentes e que recuperou e atualizou os conceitos modernistas para as artes do final dos anos 60 no Brasil. A ligação entre Caetano e a Tropicália é tão íntima que ela foi durante muito tempo um dos sinônimos do trabalho do compositor. Mesmo quando migrou para a “moderna” música popular brasileira (MPB) nos anos 70, a herança tropicalista continuou a acompanhar sua produção artística e suas atitudes.

Um dos ícones da contracultura brasileira durante a fase mais brava da ditadura militar instaurada no país, Caetano Veloso expressou com suas canções a indignação e a rebeldia de parcela da juventude em busca de liberdade. Sua obra e suas atitudes também se opuseram naquele momento a uma produção artística e política engajada da esquerda brasileira, que na sua ótica lhe parecia tão arcaica e autoritária como a ditadura. O exílio que veio no começo dos anos 70, como conseqüência da perseguição do regime militar no Brasil, lhe rendeu as reverências até mesmo do “rei” Roberto Carlos com a canção “Embaixo dos Caracóis de Seus Cabelos”.
Enquanto caminhava para atingir o Olimpo dos mais importantes artistas nacionais, as opiniões sobre Caetano tornaram-se cada vez mais polêmicas. A partir dos anos 80 foi alvo de críticas e de debates bem pouco amistosos com intelectuais, como Décio Pignatari e José Guilherme Merquior, e com jornalistas, como Paulo Francis. No campo artístico, aventurou-se em outras áreas como o cinema, onde foi ator e diretor, e na literatura, com a publicação de obras com suas memórias e opiniões sobre diferentes temas. Suas canções têm influenciado gerações de compositores e intérpretes, a ponto de se esboçar uma vertente neotropicalista na música popular brasileira do início do século 21.
Conheça a seguir porque a trajetória e as canções de Caetano Veloso o fazem um dos mais influentes artistas brasileiros desde os anos 60.
início da carreira: 1963 |