A Bling H2O não é o único produto que cobra preços altos por produtos que têm baixos custos de produção. Abaixo estão alguns outros itens com preços abusivos.
Diamantes: a maioria das pessoas sugere reservar dois ou três meses de salário para a compra de uma anel de noivado de diamante. E a De Beers, a empresa de diamantes líder no mundo, esforça-se para dizer a você que um diamante é uma coisa rara. Entretanto, os diamantes são feitos de carbono, um dos elementos mais abundantes no planeta. Como um monopólio, a De Beers não apenas controla o suprimento de diamantes, mas ela também cria a demanda. Suas campanhas publicitárias unificaram a imagem dos diamantes com a do casamento (em inglês) na mente do público. As pessoas raramente vendem diamantes porque elas os vêem como herança de família. Em média, um anel de noivado de alta qualidade pode custar de R$ 5.400,00 a R$ 7.200,00.
![]() Justin Sullivan/Getty Images Aparelhos de barbear descartáveis funcionam |
Aparelhos de barbear: a menos que você vá regularmente a uma barbearia para fazer a barba, provavelmente você usa um aparelho de barbear de marca, seguro e comum, do tipo que você compra na seção de higiene do supermercado. O suporte do aparelho de barbear não é a parte cara: o que acaba custando muito dinheiro é o número infinito de lâminas descartáveis do aparelho de barbear. Elas geralmente custam tanto quanto (ou mais que) o próprio suporte, e não duram muito antes de ficarem cegas.
Vinho: comprar vinho em um restaurante e comprá-lo em uma loja podem ser duas experiências completamente diferentes. Se você está comendo em um elegante restaurante e deseja uma garrafa de vinho, é melhor conter a sua vontade e deixar isso para depois. Os restaurantes são famosos por estipular preços altos por seus vinhos: até três ou quatro vezes o valor de varejo.
Pontos de venda de cinemas: se você acha que o preço dos ingressos de cinema são altos, dê uma olhada nos preços da pipoca, doces e refrigerantes. Como a maior parte do lucro da venda de ingressos retorna aos estúdios, os cinemas precisam de alguma maneira ganhar dinheiro para permanecer no negócio. A pipoca que custa R$ 7,20 no balcão custa aos proprietários do cinema apenas cerca de 72 centavos [fonte: Ars Technica]. E, é claro, o doce de R$ 5,40 por trás do imponente balcão de vidro custa cerca de R$ 1,35 em um supermercado ou loja de conveniência de um posto de gasolina. Sem esses altos preços, porém, não poderíamos desfrutar de filmes na tela grande: os cinemas não teriam como bancá-los. Se preferirmos as telas do cinema e quisermos sair de casa e ficar longe dos nossos aparelhos de TV de alta definição, teremos que agüentar os elevados preços dos lanches.
As pessoas vêm pagando altos preços em itens como esses há anos. Às vezes, os consumidores nem mesmo percebem que o que eles estão pagando é muito mais do que vale a compra. Porém, a garrafa de água de R$99,00 provavelmente não cairá nessa categoria tão cedo.
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